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Medo de ir à escola e ao médico, de fantasma, da luz apagada, do armário, do lobo mau, do bicho-papão e de várias outras criaturas que habitam algum mundo desconhecido, ou o escuro da noite, achando que no momento em que vai dormir pode ser surpreendido por eles!
Por que as crianças – especialmente as que têm entre 3 e 6 anos – temem tantas coisas e criam fantasias sobre monstros imaginários?
De acordo com a psicanalista Astrea da Gama e Silva, essa é uma fase em que elas começam a galgar maior independência e consequentemente, a correr os riscos implicados nesses novos passos.
“O medo é tido como um sentimento vilão, diante do qual nos tornamos frágeis e vulneráveis. Mas ele faz parte da natureza humana, está presente em todas as idades e se constitui no primeiro passo para a organização da defesa, nos momentos de perigo ou de ameaça”, diz ela.
A questão é que as crianças não têm a percepção e o discernimento dos adultos. E com a ajuda da imaginação, bastante fértil nessa etapa da vida, podem transformar um mero jardim na mais ameaçadora floresta do mundo.
Astrea explica que o medo também pode ser fruto de vivências, castigos, falta de proteção e outras experiências que podem produzir angústia.
Ainda segundo a psicanalista, o medo é sempre fruto de alguma angústia. “A diferença é que ele já é algo exteriorizado pela palavra, ao passo que a angústia é difusa e portanto, mais devastadora. Nomear o objeto do medo é fruto de muito investimento por parte da criança.” Astrea lembra que há medos – como o do colega de sala que bate – que são objetivos.
Mas, sejam eles fantasiosos ou não, o fato é que são reais para quem os sente.
Como, então, agir para que as crianças não sejam dominados por seus temores?
Primeiramente tentar ouvi-los para tentar perceber o que está provocando a sensação de ameaça.
O que fazer quando eles não conseguem expressar seus sentimentos?
Uma ótima estratégia é embarcar no mundo de fantasia da criança, ajudando-a a enfrentar o objeto do medo no momento em que ele aparece. Na verdade, há várias possibilidades de manejo dos temores infantis.
Caso, vc pai, mãe ou cuidador (a) não consiga, o mais indicado é procurar uma psicóloga infantil para estar ajudando e assim, evitando traumas e consequências futuras.

 

Angelica de Carvalho- CRP 08/16296

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